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Uma jogada de marketing ou um mero esquecimento?

No dia 19 de abril, o site Gizmodo apresentou o iPhone 4S, ou pelo menos algo bem próximo dele. A divulgação causou muita polêmica, pois, ao que tudo parece, tal aparelho era um protótipo do novo iPhone que ainda estava em fase de teste, mantido a sete chaves pela empresa Apple. O lançamento oficial do aparelho estava programado para o segundo semestre desse ano. A Apple mandou carta para que devolvessem o aparelho.

De acordo com as explicações do Gizmodo, o aparelho foi encontrado em um bar de Redwood City, na Califórnia. A perda seria do engenheiro Gray Powell, funcionário da Apple. O protótipo estava inserido em uma casca do iPhone 3GS, usada como um disfarce. A equipe do site adquiriu o aparelho por 5.000 dólares pago em dinheiro.

Segundo avaliação feita pelo Gizmodo, a parte traseira do novo iPhone é totalmente plana e feita com um material de vidro ou cerâmica, diferente do aparelho que circula atualmente. Além disso ele está 3 gramas mais pesado, seu design está mais quadrado e componentes internos foram retraídos e miniaturizados para ceder espaço para a bateria, que está 16% mais potente. O protótipo também possui câmera frontal para videoconferências e câmera fotográfica com melhor resolução.

A notícia repercutiu o mundo e muitos questionamentos foram feitos em relação a essa história. Das pessoas que acompanharam, alguns disseram que era uma estratégia de marketing e publicidade feita pela Apple, enquanto outros aceitavam como verdade a história divulgada pelo site. Para o publicitário Rafael Andrade, isso pode ser um plano da empresa para ver o que o público diz sobre a tecnologia antes mesmo dela ser lançada. “Com a opinião adquirida nos fóruns que rolam pela internet, eles ainda podem melhorar o aparelho antes da divulgação oficial”, comenta Rafael.

A situação fica ainda mais delicada, quando a discussão se volta para questões éticas. “É uma linha muito tênue. O site não é concorrente da Apple. Acredito que a intenção deles era informar aos leitores sobre o novo iPhone. Não tinha interesses mais fortes, apenas queriam dar um furo. Porém a forma como eles adquiriram o aparelho não foi por meios legais”, afirma Claúdia Cordeiro, publicitária. O jornalista Gustavo Espósito acha anti-ética, a atitude do Gizmodo:

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OFERTA MULTIMÍDIA É AMPLIADA

No início de março, o site do Estadão passou por uma reformulação. A intenção era que o site trouxesse uma oferta multimídia mais ampla, com vídeos, galerias de imagens, podcasts e interatividade com o público. Tal transição, tem se tornado cada vez mais recorrentes em diversos sites de notícia.

É importante ressaltar que neste processo de transformação do jornalismo tradicional para o webjornalismo aparecem três fases distintas: a fase transpositiva, a perceptiva e a hipermidiática.

De acordo com o jornalista João Ventura, a fase transpositiva é aquela onde as conteúdo do site é idêntico ao da edição impressa. “Além das matérias publicadas no online e impresso serem as mesmas, elas não utilizam links e vídeos”, explica Ventura. Os sites O Diário News e o Diário Oficial do Município de Belo Horizonte, por exemplo, permanecem nessa fase. Quando as matérias além de conter informações do impresso já começam a agregar outras ferramentas multimídia com função de complementação da informação, passamos para a fase perceptiva. Os portais do Estadão e do Tempo em algumas ocasiões republicam as matérias do impresso agregando links, mapas e vídeos.

A terceira e última fase é chamada de Hipermidiática. Nela se utiliza todas as ferramentas multimídia disponíveis e uma maior interação com o leitor que pode inclusive opinar sobre as matérias. Nas reportagens especiais do Estadão nota-se uso de vídeos, áudios, RSS – complementação de informações, twitter entre outros.

Para os alguns profissionais da área, a reforma do Estadão foi positiva, principalmente porque houve maior oferta de conteúdo. “Antes eu achava a página muito gelada, tinha poucas atualizações, contemplava muito poucos assuntos. ”, relembra a jornalista da Folha de São Paulo, Tainã Nalon.

Novas ferramentas multimídia são de fácil utilização e permitirem um trabalho cooperativo e colaborativo. Atualmente, a edição e publicação de conteúdos online disponibilizam espaço para armazenamento de dados, trabalham dentro do princípio da reutilização de conteúdos, oferecem recursos de interatividade. Dentre eles podemos lembrar dos chats, enquetes, fóruns de discussões e comentários além de opções para a configuração de interface.

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Jornalismo Multimídia: Tecnologias integradas à serviço da notícia

No jornalismo atual existe uma demanda crescente pela produção de notícias de forma mais dinâmica. Percebemos neste processo, uma busca por maior riqueza de informações. Essas transformações foram proporcionadas pela internet. Novas tecnologias possibilitam a construção de informação com velocidade e maior fluxo de produção. O uso de novas ferramentas para se produzir informação é constante, o conceito de jornalismo multimídia traz mudanças na profissão e na sociedade.  “O jornalismo multimídia trouxe uma mudança considerável na cultura das empresas jornalístícas”, afirma o jornalista Rodrigo Cunha.

Novas tecnologias proporcionam hoje uma união de áudio, imagens, texto e interatividade, para um modelo mais integrado de produção de informações. Observamos atualmente a criação de notícias contadas através de sons (podcasts), vídeos, textos e compartilhamento de informação dentro de sistemas de redes sociais como Orkut e Twitter.

Esta forma diferenciada de informar traz desafios, questiona antigos valores, rotinas e lança novas questões ao sistema de produção de informação. Ao mesmo tempo que percebemos a criação de novas ferramentas para construção de notícias de forma mais rica e integrada, observamos alguns movimentos de resistência por parte dos profissionais para usufruir de todas as novas possibilidades. Seja por costumes antigos ou falta de afinidade com as novas ferramentas, o fato é que nas produções jornalísticas atuais percebemos ainda uma limitação ao uso das plataformas digitais atualmente disponíveis. Na opinião da jornalista Mirna Tonus,  os jornais impressos ficarão atrasados se resistirem ao uso das novas ferramentas da web.

O jornalismo contemporâneo cada vez mais se alimenta de plataformas móveis dentro dos processos de produção, o que acaba gerando uma difusão de conteúdo digital. Percebemos uma integração de dispositivos portáteis digitais, enquanto o repórter tem a opção de trabalhar à distância usando acessos remotos à rede digital da internet.

Novos processos de construção de notícia podem acabar por gerar uma nova forma de interação com a informação passada. Este processo poderá permitir a “imersão virtual” do público na notícia ao incorporar os impactos visuais, sonoros, além de debates sobre textos  e compartilhamento de experiências por meio das redes sociais.

Todas essas novas possibilidades se iniciaram principalmente com o desenvolvimento de tecnologias móveis digitais da década de 1990, a partir desse momento, o repórter passou a ter maiores condições de mobilidade e interação dentro dos espaços urbanos.

Por:  Ana Sandim, Alexandre Pimenta, Deleoni Amorim e Hélio Monteiro

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