Arquivo do mês: março 2010

QUANDO A NOTÍCIA SE TRANSFORMA EM GAME


Jogos feitos a partir de notícias e acontecimentos atuais transformam a maneira de se fazer jornalismo. Segundo Tiago Dória, os newsgames, como são chamados estes jogos, se compreendem na fusão mais atrativa de informação e entretenimento. Desde 2003, a ferramenta vem chamando atenção de veículos mundialmente respeitados como o ElPais e o The New York Times, que criaram o Play Madri e o Food Import Follies . De acordo com o radialista Marcelo_Sander, o jogo contribui com a matéria e ajuda na compreensão dos fatos, principalmente por estar on-line.

Ainda há muita polêmica em cima do tema, pois vários profissionais questionam se os newsgames são consideradas formas de prática jornalística. Frank_Martins, jornalista e blogueiro, acredita que a idéia é válida, mas acha que o jogo não deixa o leitor completamente informado. “Ele (o jogo) na verdade deve funcionar como um apoio e/ou como complemento da notícia”, ressalta. Já o consultor de novas mídias, Rafael_Sbarai, afirma que o jornalismo perde sua identidade através desta ferramenta.
Geraldo Seabra, mestre em comunicação e criador da “Teoria dos Newsgames” , tenta provar que os games, desde sua origem, são capazes de passar informações e propõe uma nova maneira de se fazer jornalismo na Web. “Sempre questionei os modelos atuais de jornalismo online, cujos suportes não coadunariam mais com os novos leitores de notícia, cada vez mais imersos em redes sociais onde ocorrem trocas incessantes de informação de interesse comum”, diz Geraldo.
Se essa nova maneira de informar o receptor fará parte do futuro da comunicação, não se sabe. Mas uma coisa é certa: Os newsgames são atrativos e apreciados por muitos como uma nova forma de interação com a informação passada. Esta nova ferramenta chega a contestar e desafiar as formas tradicionais de transmitir uma notícia.

Por: Ana Sandim, Alexandre Pimenta, Deleoni Amorim e Hélio Monteiro

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Jornalismo Multimídia: Tecnologias integradas à serviço da notícia

No jornalismo atual existe uma demanda crescente pela produção de notícias de forma mais dinâmica. Percebemos neste processo, uma busca por maior riqueza de informações. Essas transformações foram proporcionadas pela internet. Novas tecnologias possibilitam a construção de informação com velocidade e maior fluxo de produção. O uso de novas ferramentas para se produzir informação é constante, o conceito de jornalismo multimídia traz mudanças na profissão e na sociedade.  “O jornalismo multimídia trouxe uma mudança considerável na cultura das empresas jornalístícas”, afirma o jornalista Rodrigo Cunha.

Novas tecnologias proporcionam hoje uma união de áudio, imagens, texto e interatividade, para um modelo mais integrado de produção de informações. Observamos atualmente a criação de notícias contadas através de sons (podcasts), vídeos, textos e compartilhamento de informação dentro de sistemas de redes sociais como Orkut e Twitter.

Esta forma diferenciada de informar traz desafios, questiona antigos valores, rotinas e lança novas questões ao sistema de produção de informação. Ao mesmo tempo que percebemos a criação de novas ferramentas para construção de notícias de forma mais rica e integrada, observamos alguns movimentos de resistência por parte dos profissionais para usufruir de todas as novas possibilidades. Seja por costumes antigos ou falta de afinidade com as novas ferramentas, o fato é que nas produções jornalísticas atuais percebemos ainda uma limitação ao uso das plataformas digitais atualmente disponíveis. Na opinião da jornalista Mirna Tonus,  os jornais impressos ficarão atrasados se resistirem ao uso das novas ferramentas da web.

O jornalismo contemporâneo cada vez mais se alimenta de plataformas móveis dentro dos processos de produção, o que acaba gerando uma difusão de conteúdo digital. Percebemos uma integração de dispositivos portáteis digitais, enquanto o repórter tem a opção de trabalhar à distância usando acessos remotos à rede digital da internet.

Novos processos de construção de notícia podem acabar por gerar uma nova forma de interação com a informação passada. Este processo poderá permitir a “imersão virtual” do público na notícia ao incorporar os impactos visuais, sonoros, além de debates sobre textos  e compartilhamento de experiências por meio das redes sociais.

Todas essas novas possibilidades se iniciaram principalmente com o desenvolvimento de tecnologias móveis digitais da década de 1990, a partir desse momento, o repórter passou a ter maiores condições de mobilidade e interação dentro dos espaços urbanos.

Por:  Ana Sandim, Alexandre Pimenta, Deleoni Amorim e Hélio Monteiro

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