Jornalismo Participativo: Um aliado nas eleições 2010

O jornalismo participativo, muito comentado dentro do âmbito comunicacional, se define como a união de texto, imagem, som e vídeo. Esse híbrido jornalismo pode ser produzido por pessoas sem nenhuma formação jornalistica. Mas é importante frisar a necessidade de um acompanhamento de um profissional da área. Para as eleiçoes deste ano , o Brasil terá como aliado, o projeto Eleitor 2010 , resultado de uma iniciativa apartidária e sem fins lucrativos, que consiste na participação ativa da população em relação a fiscalizações das eleições.

O projeto será dinâmico e benéfico, como comenta a jornalista Paula Góes. “São todos objetivos urgentes na sociedade brasileira, e pretendemos alcançá-los por meio do trabalho de equipe coletivo de toda a população interessada no projeto”, afirma.

Participar no jornalismo significa ter liberdade de produção na veiculação das matérias. O jornalista Rafael Sbarai diz não saber até que ponto o cidadão quer perder parte de seu tempo para construir uma informação. “As redes sociais apenas potencializam a possibilidade de reunir conteúdos interessantes de casos específicos. Ficou mais prático e fácil em coletar dados e informações. A única questão é como isso será checado posteriormente para a publicação. O que tornou-se mais eficaz é a comunicação instantânea que permite rapidamente a produção de conteúdos participativos”, completa.

O cidadão que deseja participar deste projeto, deverá enviar um relato ao site, por meio de email, mensagem sms, hashtag no twitter ou na própria plataforma Ushahidi do Eleitor 2010, desenvolvida por um grupo de jornalistas e ativistas do Quênia para registrar e apurar casos de violência que surgiram no país após as eleições de 2008.Os usuários do novo site, podem enviar textos, fotos e vídeos e ainda receber relatos enviados por outras pessoas sobre ocorrências em determinada região por meio de mensagem sms ou email.Tais relatos serão avaliados e publicados .
A participação crescente da sociedade, na produção jornalística é reforçada com o acesso, cada vez maior, às tecnologias de informação e comunicação. Estas, possibilitam novas formas de mediação dos indivíduos com a sociedade e são responsáveis pela criação de novos lugares ocupados pelo receptor na contemporaneidade.

Sites como o voto certo ajudam o eleitor decidir em quem votar. O portal foi desenvolvido pela Piguara.com, agência especializada em campanhas eleitorais, dirigida pelo consultor de marketing político Alvaro Lins. O VotoCerto é um banco de informações sobre as eleições 2010 em todo o Brasil, com estatísticas, pesquisas, perfis de pré-candidatos e monitoramento das principais notícias das campanhas eleitorais.

A Internet é mais uma vez, o palco para estas manifestações e é onde, de fato, se faz possível a prática de um novo jornalismo, a partir de uma rede colaborativa de produção e veiculação de informações.

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Google lança sistema que integra TV e Internet

De olho no mercado de 4 bilhões de espectadores, que representam publicidade equivalente a US$ 70 bilhões anuais, a Google anunciou nesta quinta-feira, 20 de maio, o sistema Google TV, dentro da conferência de desenvolvedores I/O, em São Francisco, EUA.

Durante a conferência, a empresa reconheceu que a plataforma ainda precisa de ajustes. “o sistema ainda é carente de excelentes funcionalidades e a experiência de visualização em alta qualidade que a TV oferece”.

A apresentação feita pela Google levantou debate sobre o tema. Márcio Santos, designer gráfico da Universo Wap acredita que o sistema vai dar certo, pois lembra que a empresa firmou sólidas parcerias com a Sony, Intel e Loitech, reconhecendo a necessidade de empresas da área para implantar a tecnologia.

Márcio também lembra que a 5 anos atrás, empresas tentaram disponibilizar o mesmo serviço. “Alguns fracassos anteriores aconteciam porque as empresas que tentavam implantar o sistema simplesmente não trabalhavam com Internet”. Mas agora, ele acredita ser um momento diferente, pois a tecnologia de antigamente não pode ser comparada à dos dias atuais.

A Google trouxe para a TV o seu Sistema Operacional Android unido ao seu navegador Google Chrome. Na prática o usuário terá um sistema que facilita a busca por programas de televisão ou pesquisas na internet.

Rafael Barifouse, repórter, comenta sobre outra função, para esportes, que permite exibir, por exemplo, um jogo de futebol em uma segunda tela enquanto se confere resultados de outros jogos no navegador em primeiro plano. “A TV poderá ser um visualizador de fotos, um console de games, um leitor de músicas e muito mais”, diz Salahuddin Choudhary, gerente do Google TV, no blog oficial da empresa.

O Google TV terá a opção de ser comercializado como um conversor similar a um sintonizador de TV a cabo e se conectar a qualquer televisão que tenha entrada HDMI. Outra opção será a compra de televisores que já terão o sistema embutido.

Este tipo de serviço oferecido pelo sistema Google TV não chega a ser novidade. Anteriormente, em julho de 2008, a Proview havia lançado o conversor XPS-1000 com funcionalidades similares de junção da internet e TV.

Em 2008, a Apple também havia lançado o Apple TV. Embora usuários do Apple TV ainda veem o produto com algumas limitações. Grandes empresas como Google e Apple concorrem com produtos similares. Independente de quem irá abocanhar a fatia maior desse mercado, pelo que parece, sistemas assim, começam a tirar do foco a discussão sobre TV digital por serem sistemas que oferecem mais recursos.

O Google TV, deverá estar chegando ao mercado americano no segundo semestre deste ano e o lançamento internacional tem previsão para o ano que vem com preços ainda não revelados.

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Uma jogada de marketing ou um mero esquecimento?

No dia 19 de abril, o site Gizmodo apresentou o iPhone 4S, ou pelo menos algo bem próximo dele. A divulgação causou muita polêmica, pois, ao que tudo parece, tal aparelho era um protótipo do novo iPhone que ainda estava em fase de teste, mantido a sete chaves pela empresa Apple. O lançamento oficial do aparelho estava programado para o segundo semestre desse ano. A Apple mandou carta para que devolvessem o aparelho.

De acordo com as explicações do Gizmodo, o aparelho foi encontrado em um bar de Redwood City, na Califórnia. A perda seria do engenheiro Gray Powell, funcionário da Apple. O protótipo estava inserido em uma casca do iPhone 3GS, usada como um disfarce. A equipe do site adquiriu o aparelho por 5.000 dólares pago em dinheiro.

Segundo avaliação feita pelo Gizmodo, a parte traseira do novo iPhone é totalmente plana e feita com um material de vidro ou cerâmica, diferente do aparelho que circula atualmente. Além disso ele está 3 gramas mais pesado, seu design está mais quadrado e componentes internos foram retraídos e miniaturizados para ceder espaço para a bateria, que está 16% mais potente. O protótipo também possui câmera frontal para videoconferências e câmera fotográfica com melhor resolução.

A notícia repercutiu o mundo e muitos questionamentos foram feitos em relação a essa história. Das pessoas que acompanharam, alguns disseram que era uma estratégia de marketing e publicidade feita pela Apple, enquanto outros aceitavam como verdade a história divulgada pelo site. Para o publicitário Rafael Andrade, isso pode ser um plano da empresa para ver o que o público diz sobre a tecnologia antes mesmo dela ser lançada. “Com a opinião adquirida nos fóruns que rolam pela internet, eles ainda podem melhorar o aparelho antes da divulgação oficial”, comenta Rafael.

A situação fica ainda mais delicada, quando a discussão se volta para questões éticas. “É uma linha muito tênue. O site não é concorrente da Apple. Acredito que a intenção deles era informar aos leitores sobre o novo iPhone. Não tinha interesses mais fortes, apenas queriam dar um furo. Porém a forma como eles adquiriram o aparelho não foi por meios legais”, afirma Claúdia Cordeiro, publicitária. O jornalista Gustavo Espósito acha anti-ética, a atitude do Gizmodo:

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Uso do Twitter nas Campanhas Presidenciais

As redes sociais estão cada vez mais em evidência, tornando-se fortes aliadas em diversas áreas. Na internet o poder das redes sociais é amplamente potencializado devido a rapidez com que as informações se disseminam, na digitalização da informação deixam de existir as barreiras de tempo e distância.

Empresas usam as redes sociais como fortes aliadas nas propagandas e disseminação de serviços, na área pessoal atuam fazendo um forte marketing pessoal, transformando a imagem das pessoas e lhe dando status popular.

Políticos têm observado essas potencialidades e começam a usar as ferramentas digitais para estimular suas campanhas e construirem suas imagens pessoais. O Presidente Lula sancionou lei que libera o uso da internet em campanhas eleitorais e candidatos à presidência estão criando twitters para dar suporte a suas campanhas.

Este movimento não se iniciou em nosso país. Analistas políticos sugerem que a campanha vitoriosa do presidente dos Estados Unidos Barack Obama, se deve muito ao bom uso que fez da internet e das estratégias políticas através do uso das redes sociais.

Atualmente com a ajuda da assessoria pessoal, políticos brasileiros, candidatos à presidência têm usado os twitters para promoverem suas campanhas pela presidência. Neste processo, de campanha política, começam a aparecer investimentos em layouts de twitters, além da construção de estratégias para gerar maior visibilidade dos candidatos. Um ponto interessante do twitter é que se pode ter uma idéia da atual popularidade do candidato, observando o número de seus seguidores, além de estimular uma linha de diálogo e interação com o público.

No twitter de Dilma Russeff observa-se seu layout em vermelho, uma alusão às cores do PT. Atualmente possui 38 mil e trezentos seguidores, a abordagem das informações passadas busca construir um diálogo participativo para com seus seguidores. Já o twitter de Ciro Gomes, percebe-se um layout menos chamativo com cores mais amenas, mas a estratégia escolhida por sua equipe foi de dar mais ênfase a sua agenda política e expor os pontos de vista do candidato dentro dos debates políticos. Ciro possui atualmente 16 mil e quinhentos seguidores. Para os interessados nos twitters de outros candidatos a presidência: @silva_marina , @Sr_nulo, @MarioOliveira70, @Eymael, @AmericoPSL, @zemaria_pstu, @levyfidelix

Importante lembrar que o site do TRE de Minas Gerais possui um serviço de denúncias contra abusos eleitorais na rede.

Por Alexandre Pimenta, Ana Sandim, Deleoni Amorim e Hélio Monteiro

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OFERTA MULTIMÍDIA É AMPLIADA

No início de março, o site do Estadão passou por uma reformulação. A intenção era que o site trouxesse uma oferta multimídia mais ampla, com vídeos, galerias de imagens, podcasts e interatividade com o público. Tal transição, tem se tornado cada vez mais recorrentes em diversos sites de notícia.

É importante ressaltar que neste processo de transformação do jornalismo tradicional para o webjornalismo aparecem três fases distintas: a fase transpositiva, a perceptiva e a hipermidiática.

De acordo com o jornalista João Ventura, a fase transpositiva é aquela onde as conteúdo do site é idêntico ao da edição impressa. “Além das matérias publicadas no online e impresso serem as mesmas, elas não utilizam links e vídeos”, explica Ventura. Os sites O Diário News e o Diário Oficial do Município de Belo Horizonte, por exemplo, permanecem nessa fase. Quando as matérias além de conter informações do impresso já começam a agregar outras ferramentas multimídia com função de complementação da informação, passamos para a fase perceptiva. Os portais do Estadão e do Tempo em algumas ocasiões republicam as matérias do impresso agregando links, mapas e vídeos.

A terceira e última fase é chamada de Hipermidiática. Nela se utiliza todas as ferramentas multimídia disponíveis e uma maior interação com o leitor que pode inclusive opinar sobre as matérias. Nas reportagens especiais do Estadão nota-se uso de vídeos, áudios, RSS – complementação de informações, twitter entre outros.

Para os alguns profissionais da área, a reforma do Estadão foi positiva, principalmente porque houve maior oferta de conteúdo. “Antes eu achava a página muito gelada, tinha poucas atualizações, contemplava muito poucos assuntos. ”, relembra a jornalista da Folha de São Paulo, Tainã Nalon.

Novas ferramentas multimídia são de fácil utilização e permitirem um trabalho cooperativo e colaborativo. Atualmente, a edição e publicação de conteúdos online disponibilizam espaço para armazenamento de dados, trabalham dentro do princípio da reutilização de conteúdos, oferecem recursos de interatividade. Dentre eles podemos lembrar dos chats, enquetes, fóruns de discussões e comentários além de opções para a configuração de interface.

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QUANDO A NOTÍCIA SE TRANSFORMA EM GAME


Jogos feitos a partir de notícias e acontecimentos atuais transformam a maneira de se fazer jornalismo. Segundo Tiago Dória, os newsgames, como são chamados estes jogos, se compreendem na fusão mais atrativa de informação e entretenimento. Desde 2003, a ferramenta vem chamando atenção de veículos mundialmente respeitados como o ElPais e o The New York Times, que criaram o Play Madri e o Food Import Follies . De acordo com o radialista Marcelo_Sander, o jogo contribui com a matéria e ajuda na compreensão dos fatos, principalmente por estar on-line.

Ainda há muita polêmica em cima do tema, pois vários profissionais questionam se os newsgames são consideradas formas de prática jornalística. Frank_Martins, jornalista e blogueiro, acredita que a idéia é válida, mas acha que o jogo não deixa o leitor completamente informado. “Ele (o jogo) na verdade deve funcionar como um apoio e/ou como complemento da notícia”, ressalta. Já o consultor de novas mídias, Rafael_Sbarai, afirma que o jornalismo perde sua identidade através desta ferramenta.
Geraldo Seabra, mestre em comunicação e criador da “Teoria dos Newsgames” , tenta provar que os games, desde sua origem, são capazes de passar informações e propõe uma nova maneira de se fazer jornalismo na Web. “Sempre questionei os modelos atuais de jornalismo online, cujos suportes não coadunariam mais com os novos leitores de notícia, cada vez mais imersos em redes sociais onde ocorrem trocas incessantes de informação de interesse comum”, diz Geraldo.
Se essa nova maneira de informar o receptor fará parte do futuro da comunicação, não se sabe. Mas uma coisa é certa: Os newsgames são atrativos e apreciados por muitos como uma nova forma de interação com a informação passada. Esta nova ferramenta chega a contestar e desafiar as formas tradicionais de transmitir uma notícia.

Por: Ana Sandim, Alexandre Pimenta, Deleoni Amorim e Hélio Monteiro

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Jornalismo Multimídia: Tecnologias integradas à serviço da notícia

No jornalismo atual existe uma demanda crescente pela produção de notícias de forma mais dinâmica. Percebemos neste processo, uma busca por maior riqueza de informações. Essas transformações foram proporcionadas pela internet. Novas tecnologias possibilitam a construção de informação com velocidade e maior fluxo de produção. O uso de novas ferramentas para se produzir informação é constante, o conceito de jornalismo multimídia traz mudanças na profissão e na sociedade.  “O jornalismo multimídia trouxe uma mudança considerável na cultura das empresas jornalístícas”, afirma o jornalista Rodrigo Cunha.

Novas tecnologias proporcionam hoje uma união de áudio, imagens, texto e interatividade, para um modelo mais integrado de produção de informações. Observamos atualmente a criação de notícias contadas através de sons (podcasts), vídeos, textos e compartilhamento de informação dentro de sistemas de redes sociais como Orkut e Twitter.

Esta forma diferenciada de informar traz desafios, questiona antigos valores, rotinas e lança novas questões ao sistema de produção de informação. Ao mesmo tempo que percebemos a criação de novas ferramentas para construção de notícias de forma mais rica e integrada, observamos alguns movimentos de resistência por parte dos profissionais para usufruir de todas as novas possibilidades. Seja por costumes antigos ou falta de afinidade com as novas ferramentas, o fato é que nas produções jornalísticas atuais percebemos ainda uma limitação ao uso das plataformas digitais atualmente disponíveis. Na opinião da jornalista Mirna Tonus,  os jornais impressos ficarão atrasados se resistirem ao uso das novas ferramentas da web.

O jornalismo contemporâneo cada vez mais se alimenta de plataformas móveis dentro dos processos de produção, o que acaba gerando uma difusão de conteúdo digital. Percebemos uma integração de dispositivos portáteis digitais, enquanto o repórter tem a opção de trabalhar à distância usando acessos remotos à rede digital da internet.

Novos processos de construção de notícia podem acabar por gerar uma nova forma de interação com a informação passada. Este processo poderá permitir a “imersão virtual” do público na notícia ao incorporar os impactos visuais, sonoros, além de debates sobre textos  e compartilhamento de experiências por meio das redes sociais.

Todas essas novas possibilidades se iniciaram principalmente com o desenvolvimento de tecnologias móveis digitais da década de 1990, a partir desse momento, o repórter passou a ter maiores condições de mobilidade e interação dentro dos espaços urbanos.

Por:  Ana Sandim, Alexandre Pimenta, Deleoni Amorim e Hélio Monteiro

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